Goiânia, 19/07/2019

Presidente do TCU palestra a secretariado de Goiás

78
vizualizações

José Múcio Monteiro veio a Goiânia a convite do governador Ronaldo Caiado e explanou sobre o trabalho do Tribunal de Contas da União

A convite do governador Ronaldo Caiado, o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), José Múcio Monteiro, palestrou nesta quinta-feira (11/7) para o secretariado do Governo de Goiás. Marcos Cabral, titular da Secretaria de Desenvolvimento Social (Seds), prestigiou o evento, realizado no auditório Mauro Borges do Palácio Pedro Ludovico Teixeira, na capital.

Na abertura, o governador enalteceu a história política de José Múcio e a longa amizade mútua, cultivada desde que foram colegas na Câmara dos Deputados. Em agradecimento ao convite do governador, Múcio Monteiro, que é pernambucano, lembrou o período em que morou em Goiás, quando conheceu Ronaldo Caiado, então presidente da UDR (União Democrática Ruralista).

O presidente do TCU falou sobre o tema “Seriedade e Qualidade com o Gasto Público”. José Múcio destacou uma mudança no perfil do tribunal nos últimos anos, passando de órgão menos punitivo e mais orientador dos gestores públicos. “O TCU não está atrás de quem errou, estamos atrás de quem não quer errar”, resumiu.

Segundo ele, o problema fiscal no Brasil vai além da previdência - apesar de tê-la como uma questão urgente que precisa ser encarada -, e está ancorada também nas profundas desigualdades regionais e na falta de uma reforma do chamado pacto federativo, a divisão de direitos e deveres dos poderes executivos no país (União, Estados e Municípios).

“O Estado de Goiás é do tamanho da Noruega, em termos de tamanho e população, mas o PIB do país europeu é oito vezes maior do que o PIB goiano”, exemplificou para dizer que muitos Estados têm recursos que não provêm de suas próprias produções, ou seja, dependem dos fundos de participações. “86% dos municípios brasileiros vivem de transferência de renda”, citou outro de vários indicadores da palestra.

Ao final, Múcio Monteiro reafirmou que qualquer que seja a saída para os desequilíbrios do país passam necessariamente pela política. “Os tribunais já oferecem controle rigoroso das contas públicas, isso é uma evolução necessária, mas não é isso que vai mudar a realidade do país, isso é um problema que é a política que vai ter de resolver”, disse para ilustrar as discussões em torno do pacto federativo e das reformas sempre citadas, como a previdenciária e a tributária.

 

Assessoria de Imprensa / Seds

11/07/2019

PROCURE O QUE VOCÊ PRECISA