Goiânia, 25/06/2019

Assinado convênio para a retomada do Grupo Reflexivo para Autores de Violência

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O secretário Marcos Cabral, titular da Secretariaria de Desenvolvimento Social (Seds), assinou nesta terça-feira (4) com o reitor da PUC, Wolmir Amado, um convênio para a retomada do projeto Grupo Reflexivo para Autores de Violência Doméstica. O projeto reúne homens autores de violência contra mulheres em sessões coletivas com ajuda psicológica para vencerem o ciclo de violência.

A solenidade foi realizada na reitoria da universidade no Setor Universitário, em Goiânia, e contou com as presenças do juiz Carlos Luiz Damaseno (do Juizado de Violência Doméstica Familiar Contra a Mulher de Goiânia), da procuradora Lilian Cândida de Macedo, de professores da universidade e gestores da Seds. O projeto será coordenado pelo Centro de Referência Estadual da Igualdade (CREI), unidade da Seds.

Em seu pronunciamento, o secretário Marcos Cabral falou da importância de reforçar as políticas públicas aos segmentos mais vulneráveis da sociedade, ampliando parcerias com entidades da sociedade civil, incluindo as universidades. “Este convênio com certeza será a diferença na vida de muitos homens e muitas mulheres em nosso estado”, afirmou Cabral.

O reitor Wolmir Amado também celebrou a parceria dizendo que o convênio significava um instrumento de auxílio na evolução pessoal de homens e mulheres. “Nem sempre o progresso científico significou progresso civilizatório, mas nós podemos ser instrumentos nessa construção; na construção da paz, do respeito e da dignidade humana. Que esse convênio tenha êxito nessa missão”, disse o reitor da universidade goiana.

A superintendente da Mulher e Igualdade Racial da Seds, Rosi Guimarães, enfatizou a importância dos Grupos Reflexivos pelo fim do ciclo de violência contra a mulher. “Vivemos uma sociedade machista, onde a violência contra a mulher é visto como algo naturalizado na relação de um casal. Esse trabalho dos Grupos Reflexivos é fundamental para revertemos essa cultura, criando outra cultura, a do diálogo, do respeito e da tolerância”, disse.

De acordo com Juliana Caiado, gerente do CREI, o projeto é importante para romper a cultura machista, que alimenta o ciclo de violência contra a mulher. “É uma medida que oferece espaço permanente de discussão, com caráter educativo, informativo e pedagógico, destinado à conscientização de autores de violência doméstica. Os grupos promovem essa desconstrução, que é boa para todos, para a mulher, para o próprio homem e para a sociedade”, afirmou.

Baixa reincidência

Coordenadora do projeto pela PUC, a professora Vera Morselli chamou atenção para o alto índice de sucesso dos grupos reflexivos, com baixo número de participantes que voltam a cometer atos de violência contra suas parceiras. “A mulher nem sempre quer que o parceiro vá para a cadeia, só quer que ele mude de comportamento. É isso que procuramos trabalhar nos grupos, que o homem mude seu modo de lidar com as mulheres, ou com sua própria vítima numa retomada da relação ou em seus relacionamentos futuros. E o que temos visto é que isso tem acontecido, com baixíssimo índice de reincidência desse tipo de crime”, comentou ela, que atua há seis anos nesse tipo de projeto.

Pelo convênio, os grupos serão retomados em agosto, em encontros quinzenais, com turmas de 12 participantes num total de 10 ou 12 encontros por semestre. Iniciado em 2015, o trabalho é fruto de parceria entre o Governo de Goiás, por meio da Seds, com a PUC e apoio do Tribunal de Justiça e Ministério Público Estadual. Os participantes são encaminhados, de forma compulsória, pelos juízes dos respectivos processos a que respondem, com base na Lei Maria da Penha.

Nas reuniões, uma frequência é assinada e os dados encaminhados à Justiça para acompanhamento dos participantes, que recebem um certificado ao final. Participam dos grupos homens que se enquadram nas formas de violência citadas na Lei Maria da Penha, como moral, física e psicológica.

 

Assessoria de Imprensa / Seds

04/06/2019

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